Dicas e informações

Para quem vai receber

O que aprendemos em mais de 20 anos montando mesas, para ajudar você a planejar o próximo evento da sua empresa.

Na imprensa

Colunista e diretora de eventos da Be! Magazine

“Carla Camilo, designer de eventos e experiências com mais de duas décadas de atuação no mercado, passa a integrar nosso time como colunista e diretora de eventos da publicação. Seu trabalho se concentra na direção da experiência do receber, integrando fluxo, gastronomia, comportamento e design.”Be! Magazine, no anúncio da coluna

Planejamento

Coquetel, coffee break ou brunch: como escolher o formato

O formato certo não sai do cardápio. Sai de três perguntas sobre o seu evento: a que horas acontece, qual é a função do encontro e quanto tempo as pessoas vão ficar.

Coffee break e welcome coffee

Para eventos de conteúdo, como treinamentos, palestras e congressos. O welcome coffee acolhe na chegada; o coffee break reenergiza entre as sessões. O que importa aqui é serviço rápido, sem filas, e uma mesa que continua bonita até o fim.

Brunch

Quando o encontro é pela manhã e vai até a hora do almoço. É um café farto, com prato quente, que substitui a refeição. Funciona muito bem para encontros de equipe e para receber clientes com calma.

Coquetel

Para inaugurações, lançamentos, aniversário de loja e confraternizações. As pessoas circulam, conversam e comem sem precisar sentar. Com volante, empratadinhos e estação ao vivo, o coquetel pode ser leve ou substituir o jantar.

Almoço

Para encontros de relacionamento em que a mesa é o centro: reuniões de diretoria, visitas de clientes, datas importantes da empresa.

Ainda em dúvida? Conte o seu evento pra gente e ajudamos a escolher.

Orçamento

O que contar para receber uma proposta certeira

Uma boa proposta começa numa boa conversa. Quanto mais a gente entende o seu evento, mais a proposta fica com a cara dele, e menos idas e vindas vocês precisam.

  • Para quem é o evento. Clientes, equipe, parceiros, imprensa? Quem são as pessoas que vão ser recebidas?
  • O que ele precisa comunicar. Um lançamento quer impacto; um encontro de equipe quer acolhimento. Essa é a pergunta que mais muda o projeto.
  • Data, horário e duração. Eles definem o formato e o quanto de comida faz sentido.
  • Número de convidados. Mesmo que seja uma estimativa.
  • Local e estrutura. Tem cozinha de apoio? Mesas, aparadores, tomadas? Isso muda a logística.
  • Uma ideia de investimento. Ajuda a desenhar o melhor evento possível dentro dela, em vez de uma lista de itens.

Com isso, montamos uma proposta de experiência: o conceito, o formato, o cardápio e a ambientação, e não só uma lista de preços.

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Bastidores

Por que a mesa precisa de alguém só para ela

Toda mesa é linda na hora da foto de abertura. O desafio é ela continuar linda depois de uma hora de evento, quando os convidados já se serviram, as bandejas esvaziaram e os guardanapos se acumularam.

Por isso trabalhamos com um repositor de mesa: uma pessoa da equipe dedicada só a isso. Ela repõe no momento certo, recompõe as bandejas, retira o que foi usado e mantém a mesa limpa e organizada.

A mesa fica bonita do começo ao fim porque tem alguém só para isso.

Não é detalhe, é cargo. É o que faz o último convidado encontrar a mesma mesa que o primeiro.

Entenda

Gastronomia, catering e buffet: qual a diferença?

As três palavras aparecem juntas o tempo todo, mas cada uma fala de uma coisa diferente.

Gastronomia é a cozinha

A arte e a ciência da comida: receita, técnica, ingrediente e sabor. É onde mora a curadoria do cardápio.

Catering é a operação completa

Produção, transporte, louça, equipe, montagem, serviço, coordenação e desmontagem, tudo fora da cozinha de origem e dentro do espaço do cliente. É a comida chegando pronta, servida e cuidada.

Buffet é um formato de servir

A comida disposta numa mesa para o convidado se servir. É um dos formatos possíveis, ao lado do volante, do empratadinho e da estação ao vivo.

O catering com curadoria é o nosso serviço principal: cuidamos da cozinha, da operação e da forma de servir, com ambientação e direção.

Reflexão

Como você quer ser recebido?

Antes do cardápio, antes da decoração, antes da lista de convidados, existe uma pergunta que organiza todo o resto: como você gostaria de ser recebido, se fosse o seu convidado?

Um evento não é só o que se vê. É o que se vive: a chegada, o primeiro gole, a mesa que convida a parar, a conversa que acontece em volta dela. Quando cada detalhe conversa com o próximo, o convidado não enxerga itens de orçamento. Ele sente um evento redondo.

O evento precisa funcionar. Não apenas acontecer.

Receber é criar conexão. É isso que a gente leva para cada mesa.

Na imprensa · coluna na Be! Magazine · maio de 2026

Entre tantas presenças exigidas, ainda existe espaço para a presença que acolhe?

Vivemos um tempo em que a presença feminina parece ser constantemente convocada: no trabalho, nas relações, nos encontros sociais, na construção da imagem. A mulher contemporânea aprendeu a ocupar espaços com força, inteligência e presença. Mas, entre tantas presenças exigidas, uma pergunta silenciosa começa a surgir: o que sobra para dentro?

A palavra hospitalidade vem do latim hospitalitas, associada ao ato de acolher, oferecer abrigo e criar pertencimento. Receber nunca foi apenas abrir a porta. Sempre foi criar um espaço onde a presença do outro pudesse existir com conforto, respeito e humanidade.

Ao longo da minha trajetória, percebi algo que se repete. Num evento corporativo, num encontro entre mulheres ou numa celebração íntima, quando existe um ambiente pensado para acolher, as pessoas desaceleram. Permanecem mais. Conversam mais. Chegam aceleradas, ainda conectadas ao celular e à próxima reunião, e aos poucos reparam numa flor comestível delicadamente posicionada, num arranjo cuidadosamente pensado.

Alguém pensou nesse encontro.

Talvez a mesa nunca tenha sido apenas sobre comida, nem apenas sobre estética. Talvez ela sempre tenha sido sobre presença, sobre pertencimento, sobre a permissão silenciosa de desacelerar.

Talvez a verdadeira sofisticação contemporânea não esteja no excesso, mas na capacidade de criar espaços onde não seja preciso performar.

Hospitalidade, para mim, nunca foi protocolo. Sempre foi humanidade. Porque, no fim, receber é criar conexão.

Carla Camilo · direção da experiência do receber

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